domingo, 19 de outubro de 2014

São Paulo vence o Bahia e sobe para 2º no Brasileirão

Estadão Conteúdo 
São Paulo x Bahia
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O goleiro Rogério Ceni, do Saão Paulo, comemora gol diante do Bahia, em partida válida pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A na noite deste sábado, no Estádio do Morumbi em São Paulo.
Ainda sonhando com o título do Campeonato Brasileiro, o São Paulo cumpriu dessa vez a sua tarefa na perseguição ao líder Cruzeiro. Neste sábado, contando com belos gols de Rogério Ceni e Paulo Henrique Ganso, o time derrotou o Bahia por 2 a 1, no Morumbi, em partida válida pela 29ª rodada, o que lhe rendeu, mesmo que provisoriamente, a vice-liderança da competição.

Afinal, com a vitória, o São Paulo chegou aos 52 pontos, com quatro a menos do que o Cruzeiro e dois a mais do que o terceiro colocado Internacional, que vão entrar em campo neste domingo. Já o Bahia segue com 30 pontos, na zona de rebaixamento, em 17º lugar e sob risco de ser ultrapassado neste domingo por Botafogo e Coritiba.

Na luta contra o rebaixamento, o Bahia volta a entrar em campo na próxima terça-feira, às 21h50, quando vai receber o Atlético Mineiro, na Fonte Nova, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro. No dia seguinte, às 22 horas, o São Paulo duelará com a Chapecoense na Arena Condá.

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O goleiro Rogério Ceni, do Saão Paulo, comemora gol diante do Bahia, em partida válida pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A na noite deste sábado, no Estádio do Morumbi em São Paulo.
O goleiro Rogério Ceni, do Saão Paulo, comemora gol diante do Bahia, em partida válida pela 29ª rodada do Campeonato …
O JOGO - Sem Alexandre Pato, o técnico Muricy Ramalho optou por atuar com apenas um atacante de origem - Alan Kardec -, adiantando Kaká, já que Luis Fabiano ficou no banco de reservas. O início do jogo, porém, foi tímido com o marasmo sendo quebrado aos 15 minutos, por Michel Bastos, que invadiu a grande área e chutou forte, obrigando o goleiro Marcelo Lomba a realizar uma grande defesa para evitar que o placar da partida fosse aberto.

Aos poucos, o São Paulo conseguiu impor o seu melhor toque de bola, mas seguia com dificuldades de penetração na grande área do Bahia. Isso levava os jogadores a apostarem nas finalizações de fora da grande área, mas quase todas não tinham a direção da meta defendida por Marcelo Lomba. Já o Bahia tentava apostar nos contra-ataques para surpreender o São Paulo, mas também sem muito êxito.

Assim, o jogo ficou morno e embolado no meio-de-campo, ainda mais que os são-paulinos pouco atacavam pelos lados, com Hudson e Alvaro Pereira tendo praticamente apenas preocupações defensivas. Ainda assim, o São Paulo abriu o placar antes do intervalo. Aos 39 minutos, Rogério Ceni cobrou falta com categoria. Marcelo Lomba até tocou na bola, mas não evitou que a bola entrasse no ângulo direito da sua meta, no 123º gol do goleiro e ídolo são-paulino.

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O goleiro Rogério Ceni, do Saão Paulo, comemora gol diante do Bahia, em partida válida pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A na noite deste sábado, no Estádio do Morumbi em São Paulo.
O goleiro Rogério Ceni, do Saão Paulo, comemora gol diante do Bahia, em partida válida pela 29ª rodada do Campeonato …
Em vantagem, o São Paulo controlou o início do segundo tempo, jogando em ritmo lento, até para esfriar o confronto. E aos dez minutos o time perdeu uma boa chance de ampliar a vantagem. Kaká cobrou escanteio, Rafael Toloi desvia no primeiro pau, mas Edson Silva, quase embaixo da trave, não conseguiu tocar na bola para que ela entrasse.

No décimo jogo de Alan Kardec sem fazer gols, Muricy optou por trocá-lo por Luis Fabiano. Mas quem ameaçou em seguida foi o Bahia. Em uma jogada rápida e de troca de passes, Henrique acionou Diego Macedo, que chutou forte, levando Rogério Ceni a realizar boa defesa.

Com a partida indefinida, Gilson Kleina renovou o setor ofensivo do Bahia com as entradas Emanuel Biancucchi e William Barbio. Mas quem marcou foi o São Paulo. Aos 33 minutos, Paulo Henrique Ganso avançou desde o meio-de-campo e, perto da grande área, finalizou no canto esquerdo, fazendo 2 a 0.

O São Paulo ainda marcou mais uma vez, com Luis Fabiano, mas a arbitragem anotou corretamente o impedimento do centroavante. Já no final, aos 42 minutos, o Bahia diminuiu com Fahel, de cabeça, após cruzamento de Guilherme Santos. Aí, a equipe esboçou uma pressão, mas o São Paulo conseguiu sustentar a vantagem e a vitória por 2 a 1.

FICHA TÉCNICA 
SÃO PAULO 2 x 1 BAHIA 
SÃO PAULO - Rogério Ceni; Hudson, Rafael Toloi, Edson Silva e Alvaro Pereira; Denilson, Souza (Maicon), Michel Bastos (Boschilia) e Paulo Henrique Ganso; Kaká e Alan Kardec (Luis Fabiano). Técnico: Muricy Ramalho.
BAHIA - Marcelo Lomba; Railan, Demerson, Lucas Fonseca e Guilherme Santos; Rafael Miranda, Bruno Paulista (Fahel), Diego Macedo (Emanuel Biancucchi) e Marcos Aurélio; Rafinha (William Barbio) e Henrique. Técnico: Gilson Kleina.
GOLS - Rogério Ceni, aos 39 minutos do primeiro tempo, e Paulo Henrique Ganso, aos 33, e Fahel, aos 42 minutos do segundo tempo.
ÁRBITRO - Marcelo de Lima Henrique (Fifa/RJ).
CARTÕES AMARELOS - Michel Bastos, Kaká, Paulo Henrique Ganso, Luis Fabiano e Maicon (São Paulo); Guilherme Santos e Rafael Miranda (Bahia).
RENDA - R$ 793.340,00.
PÚBLICO - 22.055 torcedores.
LOCAL - Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP).

Dilma admite desvio na Petrobras e diz que busca ressarcimento ao país

'Se houve desvio, queremos de volta. Se houve, não. Houve, viu?', disse.
Ex-diretor da Petrobras preso na Operação Lava-Jato fez delação premiada.

Alexandro MartelloDo G1, em Brasília
A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, concede entrevista no Palácio da Alvorada, em Brasília (Foto: Ed Ferreira/Estadão Conteúdo)A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, concede entrevista no Palácio da Alvorada, em Brasília (Foto: Ed Ferreira/Estadão Conteúdo)
A presidente Dilma Rousseff afirmou neste sábado (18) que houve desvio de recursos públicos da Petrobras. A candidata à reeleição pelo PT disse ainda que tomará "todas as medidas para ressarcir tudo e todos".
arte petrobras (Foto: Editoria de Arte/G1)
"Agora ninguém sabe hoje ainda o que deve ser ressarcido. A chamada delação premiada, onde tem todos os dados mais importantes, não foi entregue a nós. Eu até pedi, como vocês sabem. Pedi tanto para o Ministério Público quanto para o ministro do Supremo [Tribunal Federal], Teori Zavascki. Ambos disseram que ainda estava sob sigilo. Agora ressarcir, eu farei todo o meu possível para ressarcir o país. Se houve desvio de dinheiro publico, nós queremos ele de volta. Se houve [desvio], não. Houve, viu?", declarou Dilma Rousseff.
Questionada sobre a inclusão pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa do nome do ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra (morto neste ano) entre políticos que receberam dinheiro desviado da Petrobras, a presidente Dilma afirmou que não acha que ninguém no Brasil tenha "primazia da bandeira da ética".
"O retrospecto do PSDB não lhe dá essa condição. Quem cometeu crime, delito ou malfeito deve pagar por isso. Ninguém está acima de suspeita no Brasil. Quem não cumprir princípios éticos com dinheiro publico, devem pagar por isso. É interessante notar que os vazamentos seletivos acontecem para todos os lados. Isso não é bom. Não vou comemorar nada. O pau que bate em Chico também bate em Francisco. Essa é uma lei", afirmou a candidata do PT.
Durante debate na TV nesta semana, Dilma já havido feito uma pergunta a Aécio sobre a denúncia de que o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, em depoimento ao Ministério Público, havia afirmado que deu propina ao ex-presidente do PSDB para esvaziar uma Comissão Parlamentar de Inquérito destinada a investigar a Petrobras em 2009.
Na resposta, Aécio disse que, pela primeira vez, a presidente reconhecia denúncias de Paulo Roberto Costa, que fez acordo de delação premiada e, em troca de prisão domiciliar, passou a colaborar com a Justiça nas investigações sobre corrupção na Petrobras. "Se a senhora não tem receio, por que seu partido impediu que o senhor Vaccari fosse à CPI"?, disse Aécio, referindo-se ao tesoureiro do PT, que, segundo depoimentos de Costa, também se beneficiou de propinas de contratos.
Dilma Rousseff declarou que, daqui para frente, a não ser que seja informada pelo Ministério Público ou pelo juiz, não tem medida nenhuma a tomar. "Não sei se vocês sabem, mas não é o presidente quem processa. Quem processa são os órgãos, como o Ministério Público, e quem julga é o juiz", afirmou.
Comunicado da Petrobras
Na sexta (17), a Petrobras informou que criou comissões internas para verificar "averiguar indícios ou fatos contra a empresa" relacionados às denúncias relacionadas à operação Lava Jato, e que está estudando medidas jurícidas para ser ressarcida pelos danos sofridos.
As afirmações estão em um comunicado enviado pela empresa à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), em resposta a um pedido de esclarecimento feito pela autarquia por conta das notícias publicadas nos últimos dias sobre o assunto. É procedimento comum à CVM solicitar esclarecimentos sobre notícias que possam afetar as empresas que têm ações negociadas em bolsas de valores.
No comunicado, a empresa apontou que é reconhecida oficialmente pelas autoridades como vítima nesse processo de apuração, e vem prestando esclarecimentos para Polícia Federal, Ministério Público Federal e Poder Judiciário.
Em nota enviada à GloboNews, a Comissão de Valores Mobiliários informou que desde 1988 possui acordo de mútua cooperação e troca de informações com a US SEC, que pode ser acessado por meio do site da autarquia. "A CVM e a SEC têm uma relação muito próxima e trocam informações de maneira bastante intensa e presente, seja por meio de consultas informais (por e-mail ou telefone), seja por meio de solicitações formais, sempre que se faz necessário. Por fim, ressaltamos que a CVM acompanha e analisa as informações e movimentações envolvendo as companhias abertas, tomando as medidas cabíveis, quando necessário. A autarquia não comenta casos específicos."

Paulo Roberto Costa
O ex-diretor Paulo Roberto Costa é um dos acusados na operação Lava Jato, que foi deflagrada no dia 17 de março deste ano em vários estados brasileiros e no Distrito Federal.
A operação investiga um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas que pode ter movimentado cerca de R$ 10 bilhões. Conforme a PF, a organização criminosa era liderada pelo doleiro Alberto Youssef.
Pesquisa
Pesquisa Datafolha divulgada na quarta (15) mostra que 80% dos eleitores brasileiros tomaram conhecimento das denúncias de corrupção na Petrobras. Ainda de acordo com o instituto, 66% acreditam que as denúncias envolvem pagamento de proprina a partidos políticos.
O Datafolha ouviu 9.081 eleitores em 366 municípios nos dias 14 e 15 de outubro. O nível de confiança é de 95%. Isso significa que, se forem realizados 100 levantamentos, em 95 deles os resultados estariam dentro da margem de erro de dois pontos prevista. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01098/2014.
Críticas a Aécio
Durante a entrevista coletiva deste sábado, a presidente Dilma também disse que o candidato tucano, Aécio Neves, foi desrespeitoso com ela e com a candidata do PSOL, Luciana Genro, ao chamá-las de "levianas".
"Quando começa a discussão, o candidato adversário não gosta muito. Aí parte para algumas atitudes um tanto quanto desrespeitosas. Foram desrespeitosas comigo, foram desrespeitosas com a Luciana Genro. Ele pode inclusive querer processar, mas quem devia processá-lo somos nós. A nós duas ele chamou de leviana, coisa que não se faz. Não é uma fala correta para mulheres. Eu lamento muito porque eu tenho o que discutir. Não tenho só propostas genéricas que coloca no papel. Porque o papel aceita tudo", declarou Dilma.
Sobre as recentes decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dilma disse que não houve intervenção do tribunal em sua campanha, apesar da proibição de ataques ao candidato adversário durante o horário eleitoral.
"Gostaria de saber onde e quando [houve intervenção do TSE na campanha do PT]?. Acho que isso ainda será julgado. Acredito que o que é baixo nível da campanha é algo que deve ser completamente superado. Acontece que nós temos proposta. Estou dizendo concretamente essa da indústria naval. Discuto indústria naval, discuto Pronatec, discuto o Minha Casa, Minha Vida. E um conjunto de politicas. O que acontece com o candidato adversário, quando é da área social, ou ele diz que é ele quem fez ou foi o governo do Fernando Henrique quem fez. E ele gosta de falar do governo Fernando Henrique. Não prova que foi o Fernando Henrique quem fez, porque a população sabe, a população recebia, ou não recebia", disse ela.
Política nacional
Dilma Rousseff também aproveitou para defender a política de conteúdo local, pelo qual um produto nacional é comprado pelo governo, ou empresas estatais, mesmo sendo mais caro que o mesmo produto importado, com o objetivo de estimular o emprego no país. Segundo ela, o candidato tucano Aécio Neves declarou que vai investir no polo naval do país, mas também afirmou que vai reduzir a política de conteúdo local.
"Conteúdo local é produzir aqui o que deve e pode ser produzido. Representou grande ganho. Passamos de 7 mil para 81 mil trabalhadores, caminhamos para 100 mil no ano que vem. Conversar que vai investir em um polo naval sem ser a favor da politica de conteúdo local mostra imensa inconsistência das falas que estão aí. É impossível isso. No plano de negócios da Petrobras, de 2014 a 2018, estão previstos 38 plataformas de produção, 88 navios petroleiros e de transportes e 146 barcos de apoio, um total de US$ 100 bilhões. Isso era desviado para Cingapura, Coreia e japão. Impedimos política de transferência de empregos para o resto do mundo. Criamos uma imensa indústria. Estaríamos perdendo uma fonte fundamental de riqueza", disse.

Grave acidente com carro de Londrina mata jovem e deixa seis feridos


Reginaldo Tinti/Anuncifácil

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a colisão envolveu um Fiat/Mille Way de Pinhalão e uma Fiat Strada com placas de Londrina. O carro teria batido violentamente contra a lateral da picape, que estaria fazendo uma conversão na rodovia no momento da colisão.
O Mille era ocupado por três pessoas no momento do acidente, entre elas Júlia Caroline de Souza, de 19 anos, que teve morte instantânea. De acordo com informações do Anuncifácil, a jovem estava noiva e trabalhava como vendedora em Pinhação. Os outros dois ocupantes do automóvel sofreram ferimentos moderados.
Os quatro ocupantes da Strada também ficaram feridos. Alguns deles foram removidos das ferragens dos veículos pelos bombeiros.
As vítimas foram atendidas por socorristas do Siate e do Samu de diversas cidades da região.
As seis vítimas foram encaminhadas para hospitais de Cornélio Procópio e Congonhinhas. Já o corpo de Júlia foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Londrina. 

Horário de verão começou à zero hora desse domingo

Da RedaçãoHorário-de-verão-de-2011-e-2012-1
O  horário de verão começou à zero hora desse domingo (19/10) em 10 estados  das  regiões  Sul,  Sudeste  e  Centro-Oeste, além do Distrito Federal.  Nesses  locais  os  relógios  deverão  ser  adiantados  em 60 minutos,  deixando  o  domingo  mais  curto, com 23 horas de duração. A operação  inversa,  que  vai  marcar  o final do horário de verão, será realizada à zero hora do dia 22 de fevereiro de 2015.

sábado, 18 de outubro de 2014

SÃO PAULO - A Agência Nacional de Águas (ANA) aceitou nesta sexta-feira, 17, liberar a retirada de água da segunda cota do volume morto do Sistema Cantareira em “parcelas sucessivas”, mas com novas regras de captação para que o manancial chegue ao final de abril de 2015 com pelo menos 10% da capacidade original. Nesta sexta, o nível dos reservatórios caiu para 3,9% da capacidade, considerando a primeira cota da reserva profunda, captada desde maio. Na prática, o manancial está cerca de 15% negativo.
Em ofício enviado ao Departamento de Águas e Energia Elétrica de São Paulo (DAEE), o presidente da ANA, Vicente Andreu, afirma que o uso do segundo volume morto, de 106 bilhões de litros, é “necessário em função da severa estiagem”, mas propõe que a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) apresente uma proposta da quantidade de água que precisará utilizar até o dia 30 de novembro “para que não haja risco de descontinuidade no abastecimento” da Grande São Paulo e da região de Campinas, onde cerca de 12 milhões de pessoas ainda são abastecidas pelo Cantareira. Segundo a empresa, a primeira cota deve durar até o dia 15 de novembro.
© Nilton Fukuda/Estadão
A liberação ocorre um dia após o Tribunal Regional Federal (TRF) derrubar uma liminar que proibia a captação da segunda reserva deferida pela Justiça Federal de Piracicaba a partir de uma ação movida pelos Ministérios Públicos Federal e Estadual. Ontem, eles anunciaram que vão recorrer da decisão. “O juiz analisou a competência, mas não o mérito da ação. O fato é que os órgãos gestores não estão se entendendo na condução da crise, e a situação está se agravando”, disse o promotor Rodrigo Garcia. 
A Sabesp conta com a segunda reserva para manter o abastecimento até março de 2015 sem decretar racionamento oficial. A ANA, contudo, quer que a Sabesp reveja o planejamento apresentado no projeto de operação do Cantareira enviado na semana passada. Segundo Andreu, o volume de água que tem entrado nas represas está 3,8 vezes abaixo do utilizado pela Sabesp em suas projeções. 
Ele defende que a companhia retire uma quantidade de água condicionada ao volume de entrada para que o manancial chegue ao final de abril de 2015, quando começa o próximo período de estiagem, com ao menos 10% da capacidade, mesmo índice de abril deste ano. Essa meta também estava na liminar que foi derrubada pela Justiça.
A proposta da Sabesp previa em seu pior cenário que o Cantareira chegaria ao final de abril com -5% da capacidade e a manutenção do volume retirado em 18,5 mil litros por segundo por seis meses, a partir de novembro. Caso o DAEE concorde com a proposta da ANA e a seca continue nos próximos meses,, a Sabesp terá de reduzir sua captação para atingir a meta, o que pode provocar mais falhas no abastecimento de água da Grande São Paulo.
Goiânia. O modo de agir do vigilante Tiago Henrique Gomes da Rocha, 26 anos, que enumerava mentalmente suas vítimas, tem semelhanças à conduta de Ramiro da Cartucheira, autor confesso de 50 assassinatos na década de 1970, em Goiás e Minas Gerais. "Assim como o vigilante, Ramiro também listava suas vítimas", observa Leonardo Faria, psicólogo forense da Polícia Científica de Goiás, mestrando em Ciências Criminológicas na Argentina e que na próxima semana deverá avaliar o rapaz que confessou 39 homicídios.
Até a tarde desta sexta-feira, 17, Rocha já havia enumerado 23 das 39 mortes que assumiu - a lista dessas vítimas está sendo preparada pela Polícia Civil para ser divulgada, segundo os delegados da força tarefa que atuam no caso.
Ainda nesta quinta, houve uma declaração nova do suspeito, que afirmou, ao ser interrogatório novamente, ter sido vítima de abuso sexual na infância. Desta vez, o advogado do vigilante, Thiago Huascar, acompanhou o depoimento e se declarou atônito com as revelações, aproveitando para enfatizar o caráter "doentio" do cliente, "que precisa ser tratado, porque é assim que funciona a Justiça do nosso País".
© Fornecido por Estadão
O advogado presenciou o cliente citando suas vítimas a partir de uma lista organizada mentalmente e que seguia corrigindo os interrogadores quanto a detalhes e à ordem em que os crimes foram cometidos.
"Ele (Rocha) não alterou sequer o tom de voz ao nominar as vítimas por número, seqüenciando os casos em sua ordem própria e sem mostrar sentimento algum por elas", informou o delegado Douglas Pedrosa, um dos que estiveram com o suspeito nos depoimentos.
Transtorno. Comparando rapidamente o caso de 1970 com o atual,  o psicólogo Leonardo Faria citou que o serial killer Ramiro da Cartucheira matou até mesmo o recenseador que bateu à porta dele, fora inúmeros estupros e tentativas de assassinato. "Este (Ramiro) citou todas as vítimas. Era um caso de transtorno antissocial com alta necessidade de se impor", observa Faria. Como o caso de quatro décadas antes, Rocha também mantinha uma "lista mental", das vítimas.
Para ele, são características que podem ser atribuídas a Rocha, mas o psicólogo cobra cuidado nas conclusões e lembra que o perfil verdadeiro, "sem ser influenciado pelas análises que estão sendo divulgadas agora e que podem chegar ao suspeito", surgirá somente depois de aplicada uma técnica internacional de entrevista cognitiva e questionários estruturados (escalas) que permitem um diagnóstico para confirmar se não se trata de manipulação por parte de Rocha.
Por outro lado, será avaliado se o suspeito não sofre de alguma desordem no sistema nervoso, ou é portador de alguma anomalia ou trauma físico com dano cerebral, que tenham causado alterações no lobo frontal (área onde são organizadas as ações, movimentos e o pensamento abstrato).  "Tudo é muito delicado e prematuro agora porque várias patologias podem causar delírios, assim como pode haver manipulação e comportamento dissimulado, sem remorso, narcísico,  típico do transtorno de personalidade antissocial, popularmente chamada de psicopatia".
Sobre reflexos de um possível abuso sexual na infância, Faria cita que abuso sexual e maus tratos à criança são fatores que podem levar a um adulto com comportamento antissocial, "mas isto não é tão comum quanto se pensa e muito menos é fator determinante".
Suicídio. A tentativa de suicídio que Rocha cometeu na quinta-feira, cortando os pulsos com um caco de lâmpada que quebrou, era esperada pelo especialista, que já acompanhou vários outros casos de crimes envolvendo comportamentos psicopatas.  "Acusados desse tipo de crime tentam se matar para fugir do mal-estar de terem fracassado. Por não conseguirem lidar com frustração e a culpa".
Outro detalhe que chama a atenção é o fato de o vigilante ter dinheiro, inclusive obtido em vários assaltos, e mesmo assim continuar a se expor, pilotando a mesma motocicleta, enquanto as polícias civil e militar intensificavam as abordagens. "Isto demonstra o desprezo ao perigo por achar que possui total controle da situação", analisa Faria.
Rocha foi preso depois que policiais o reconheceram após o cruzamento de dados e imagens mantidos em sigilo para não prejudicar a investigação, e que permitiram um perfil próximo do suspeito, elaborado aos poucos, durante vários meses.
Surpresa. A população de Goiânia, autoridades policiais, familiares e vizinhos do vigilante ainda se perguntam como ninguém percebeu o comportamento antissocial do rapaz de 26 anos que frequentou uma igreja evangélica duas vezes, mas que não gostou. Solteiro, criado pelos avós e pela mãe, abandonado pelo pai, alto, de porte físico atlético e rosto bonito, Rocha não despertava desconfiança no Conjunto Vera Cruz, onde vivia, embora andasse geralmente sozinho, sempre com sua inseparável motocicleta.
O espanto das pessoas é por ele ter assumido que optou por matar sem motivos e cometer assaltos de forma tão desafiadora. "Duas vítimas de assalto em uma lotérica dizem que ele as encarava firme, com raiva, como se esperasse uma reação mínima, qualquer, para atirar", contou hoje o delegado Eduardo Prado, que ouviu Tiago até as 3 da madrugada dessa sexta-feira, 17. No conjunto Vera Cruz, vizinhos que não quiseram se identificar estavam impressionados com a história, citando sempre a boa imagem que possuíam do vigilante.
Já na Delegacia de Repressão a Narcóticos, o clima é de convicção de que foi desvendada uma ação de serial killer. Vários delegados estão se revezando nos interrogatórios porque cada um questiona o preso acerca das mortes que estão sob sua responsabilidade investigar. No caso de Prado, Rocha disse sim aos três crimes,  "confessando que matou duas jovens e tentou matar uma terceira", ou seja, é o autor confesso dos dois homicídios e uma tentativa de homicídio que o delegado investiga.
Como outros, a exemplo do delegado Douglas Pedrosa, que colheu as primeiras declarações de Rocha e ficou transtornado ao ouvir a confissão de 39 assassinatos, Prado também se disse chocado com a frieza do suspeito.
Na madrugada, quando apresentava fotos das mulheres assassinadas ao vigilante, Prado disse que o rapaz mantinha o semblante tranqüilo e apenas respondia "essa aí também (matei)". Segundo o delegado, o rapaz mantinha uma expressão de ironia e impaciência nestes momentos.
A ele, o suspeito relatou o abuso sexual quando tinha 12 anos de idade, mas o depoimento não convenceu. "Quando eu perguntava quem tinha sido, ele dizia um vizinho, mas não respondia o nome, o local do abuso, outros detalhes. Ele fugia do assunto". Para o delegado, que está diante do suspeito mais intrigante dos seus dez anos de Polícia Civil, Tiago é um psicopata que tenta manipular até mesmo os investigadores.
Ao perguntar ao vigilante se ninguém desconfiava do jeito frio dele, Prado disse que se surpreendeu com a resposta. "Tiago disse que uma funcionária do hospital onde ele trabalhava (Hospital Materno Infantil, em Goiânia), um dia falou em tom de brincadeira que ele tinha cara de serial killer".
A reportagem buscou ouvir colegas de trabalho do vigilante no HMI, onde trabalhava em regime de plantão, e também na empresa que contratou o rapaz, o Grupo Fortesul de vigilância privada. O HMI se recusou a comentar. A Fortesul enviou uma nota informando que a empresa foi surpreendida com a notícia a respeito do funcionário e que irá aguardar o andamento da  investigação sobre o vigilante "que até então, apresentava condutas irrepreensíveis em seu ambiente de trabalho".
O rapaz tinha sido contratado em agosto e estava em fase de experiência "na divisão de vigilância desarmada da empresa". Conforme a nota, Rocha passou por todo o processo de necessário para a contratação, tendo apresentado certidão criminal negativa, diploma de formação de vigilantes em escola autorizada pelo Ministério da Justiça, com registro do certificado junto à Polícia Federal, e uma Declaração de Conclusão do Curso de Reciclagem feito em fevereiro de 2013, que possui como pré-requisito a aprovação em exame psicotécnico. Realizou ainda todos os procedimentos formais exigidos pela Empresa para sua contratação, dentre eles o exame admissional. Ele possuía o segundo grau.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Escândalo da Petrobras influencia 49% dos eleitores, diz Datafolha

Agência O Globo
O escândalo na Petrobras deve influenciar o voto de quase metade dos eleitores neste segundo turno, segundo pesquisa do instituto Datafolha. Entre os entrevistados, 49% disseram que a denúncia irá influenciar a escolha, sendo que para 30% terá grande influência e para 20%, alguma influência. Outros 43% declararam que as denúncias de corrupção na estatal não vão orientar sua decisão, e 7% não opinaram sobre o assunto.
O Datafolha também perguntou aos entrevistados sobre o que sabem do escândalo. Do total, 80% tomaram conhecimento das denúncias e 66% acreditam que elas são verdadeiras. Ou seja: a cada três eleitores, dois dizem que as denúncias do ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa, feitas à Justiça Federal do Paraná, são verdadeiras e acreditam que houve pagamento para partidos políticos na estatal. Uma parcela de 26% não soube responder e 8% acreditam que não houve repasse de recursos.
Para 64% a presidente Dilma Rousseff, candidata do PT, tem responsabilidade. Destes, 38% acham que ela tem muita responsabilidade, e 26%, acham que tem pouca. Outros 18% eximem a presidente de culpa no caso e 17% preferiram não opinar a respeito. Entre os que declararam voto na candidata do PT, 18% acham que ela tem muita responsabilidade em relação à corrupção na Petrobras e 17% não opinaram. Mais da metade (57%) dos que dizem que votarão em Dilma afirmam que as denúncias não terão influência no voto.
Os que declararam preferência por Aécio Neves, do PSDB, 41% dizem que as denúncias envolvendo a Petrobras terão grande influência na decisão e 21% afirmam que terão algum peso. Mas um em cada três eleitores (33%) do tucano diz que as denúncias não terão qualquer influência.
A maioria dos entrevistados avaliou que as denúncias de Costa deveriam ser divulgadas durante a campanha eleitoral, como ocorreu. Outros 19% afirmaram que deveriam ser divulgadas apenas após o segundo turno e 13% não opinaram.