sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Ladrões de banco fazem reféns e trocam tiros com a PM no Paraná; um é baleado

Guilherme Batista - Redação Bonde 

Assaltantes fortemente armados tentaram assaltar uma agência bancária de São João da Caiuá, no Noroeste do Paraná, por volta das 8h30 desta quinta-feira (8). Conforme informações da Polícia Militar (PM), o grupo abordou uma das funcionárias do banco e a irmã dela enquanto as duas saíam de casa. Ainda segundo a PM, parte dos ladrões deixou a cidade com uma das mulheres e a outra parcela foi com a funcionária até a agência bancária. Os policiais receberam informações sobre a tentativa de assalto, cercaram o banco e trocaram tiros com os criminosos. Um dos ladrões baleado em braço e nádegas, foi detido e encaminhado a um hospital para atendimento médico. O restante dos assaltantes, conforme a PM, liberou a funcionária e conseguiu fugir em um veículo.



Policiais de toda a região de Paranavaí abriram diligências com o objetivo de tentar localizar os assaltantes. No final da manhã, a PM encontrou um dos carros utilizados pelo grupo na fuga. O veículo é roubado, conforme a polícia. Já a irmã da funcionária do banco, feita refém por parte dos criminosos, foi encontrada pelos policiais em uma estrada rural de Terra Rica.

A polícia acredita que a quadrilha procurada seja a mesma que tentou roubar uma agência bancária em Nova Londrina, também no Noroeste do Paraná, na última segunda-feira (5).

Confronto entre PM e familiares de presos dispersa mobilização na PEL II

Thamiris Geraldini - Redação Bonde 

Policias Militares que acampam ao redor da unidade dois da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL II) entraram em confronto com familiares de internos que se mobilizam ao redor da unidade ao longo de todo o dia. 

Informações preliminares dão conta de que o confronto teria sido iniciado após arremessarem um rojão contra a barreira policial, que protege a área. Os policiais fizeram uso de bombas de efeito moral e balas de borracha para que a mobilização de familiares se dispersasse.

Por volta das 22h, a confusão, que teria sido iniciada por volta das 21h30, já havia sido contida, sem grandes mobilizações de pessoas ao redor da unidade. Não há registro de feridos.

Marcos Zanutto/Grupo Folha
Marcos Zanutto/Grupo Folha

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Detento ferido durante rebelião na PEL 2 está em estado gravíssimo

Redação Bonde 

Vítima mais grave entre os oito detentos feridos durante a rebelião na unidade 2 da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL 2), um homem ainda não identificado está internado em estado gravíssimo no Hospital Universitário (HU). Os outros sete apresentavam apenas lesões leves.

Segundo a assessoria do HU, o rapaz sofreu traumatismo craniano e deu entrada no pronto-socorro pouco antes das 4h. Ele está sedado e respira com ajuda de aparelhos.

Gustavo Carneiro/Equipe Folha
Gustavo Carneiro/Equipe Folha


Por volta das 13h30, o homem teve uma parada cardíaca, mas o quadro foi revertido pelos médicos e enfermeiros do hospital.

Como foi encaminhada sem documentos, não foi possível identificar a vítima.

PEL 2: carta dos presos pede fim de equipe de agentes; confira a íntegra

Redação Bonde 

Em coletiva realizada na tarde desta quarta-feira (7), em Curitiba, a Secretaria da Segurança Pública e Administração Carcerária do Paraná revelou a carta de reivindicações entregue pelos presos da unidade 2 da Penitenciária Estadual de Londrina 2 (PEL 2) durante a manhã de hoje, pouco antes do fim da rebelião iniciada na terça (6).

Com o título "Que seja aberto um diálogo", o texto traz denúncias de maus-tratos como a entrega de "alimentação azeda, isolamentos desnecessários e procedimentos abusivos em dia de visitas".

Outra reivindicação é a dissolução da equipe Alfa, formada por agentes penitenciários que estariam causando "grande parte dos problemas" relatados na carta. "Todos os transtornos ocasionados pela equipe Alfa foram levados ao conhecimento da direção, mas nenhuma providência foi tomada", complementa o texto.

Os detentos também pediram uma vistoria em caráter de urgência composta por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Comissão dos Direitos Humanos (CDH) e do Ministério Público (MP) para "investigar maus-tratos, torturas psicológicas e diversas arbitrariedades" supostamente cometidas dentro da unidade prisional.

Em outra folha, os internos pedem mais estrutura em diversas penitenciárias e casas de custódia do Paraná, sobretudo as femininas. Os autores do texto reclamam do descumprimento dos horários de visita, da alimentação inadequada e da falta de itens de higiene pessoal nas instituições que abrigam mulheres.

Confira a íntegra da carta:

Reprodução
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Reprodução
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Vídeo mostra briga envolvendo deputado paranaense

Redação Bonde - 07/10/2015 -- 18:42

O deputado federal Takayama (PSC-PR) foi agredido por um motorista que trabalha para o líder do governo no Senado, Delcídio Amaral, na noite de terça-feira (7).

Marcos Aurélio de Almeida é acusado de desferir um soco no parlamentar por causa de uma briga de trânsito na chapelaria do Congresso, local de embarque e desembarque de autoridades.

Câmeras de vigilância flagraram a agressão.



As versões oficiais sobre o caso são conflitantes. Segundo a assessoria de imprensa de Delcídio, o carro que levava o senador tomou uma fechada do automóvel que conduzia o deputado. Marcão, então, teria dado uma volta e retornado à chapelaria, quando teve início uma discussão. O deputado, segundo a assessoria de Delcídio, agrediu o motorista do senador, que teria revidado usando "as costas da mão".

O deputado caiu no chão, bateu a cabeça e desmaiou com o golpe e foi levado para o Serviço Médico da Câmara. Uma poça de sangue podia ser vista na chapelaria.

A versão da chefe de gabinete do deputado é diferente. De acordo com Laís Lemos, o motorista de Delcídio jogou o carro em cima de Takayama. O motorista, segundo a chefe de gabinete, deu uma volta e, então, agrediu o parlamentar, que machucou o nariz e sofreu um corte na cabeça. Ela negou que o deputado tenha agredido o motorista.

De acordo com Departamento Médico da Câmara, o deputado foi golpeado no nariz e bateu a cabeça na parede, perdendo os sentidos. Ele chegou ao posto médico com sangramento no nariz e um corte superficial na cabeça. O parlamentar está lúcido e ficaria em observação para que, no dia seguinte, seja atendido por um otorrinolaringologista.

O gabinete de Takayama informou que o deputado voltou ao trabalho em 1º de julho, após colocar uma ponte de safena e duas mamárias. Ele havia sofrido um enfarte em 1º de abril.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

PEL II: racionamento de água e comida teria incitado rebelião

Motim começou por volta das 10h30; presos que seriam de facções rivais são mantidos reféns

Redação Bonde 

Presos da unidade 2 da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL II), localizada na zona sul da cidade, iniciaram uma rebelião por volta das 10h30 da terça-feira (6). A mobilização começou na galeria 21, quando um agente abria a cela para guardar um preso que recebia atendimento médico.

Pelo menos cinco presos são feitos reféns. Ainda não há confirmação de identidade, apenas que nenhum deles é agente penitenciário. Os reféns seriam presos de facções inimigas, e foram amarrados e agredidos pelos rebelados.



Dois presos, identificados como Julio Cesar Sampaio de Jesus e Rodrigo Aparecido de Oliveira Soares, que pularam o muro da PEL II sofreram fratura nas pernas e foram atendidos pelo Siate. Os dois estão hospitalizados. Segundo a Polícia Militar, eles relataram que fugiram com medo de morrer.

Viviane Costa/Grupo Folha
Viviane Costa/Grupo Folha - Preso é mantido como refém durante rebelião na PEL II
Preso é mantido como refém durante rebelião na PEL II


Segundo o grupo Restaurando Londrina, que atua na implantação da Justiça Restaurativa em unidades prisionais da cidade, os detentos já vinham se queixando de racionamento de água e alimentação. Na última semana, um interno alertou para o risco de rebelião.

"Como trabalhamos para garantir os direitos básicos da comunidade carcerária, recebemos, indiretamente, muitas reclamações dos presos. Ficamos sabendo dos racionamentos e das possíveis consequências. Repassamos estas informações às autoridades [a Vara de Execuções Penais (VEP) e a própria diretoria da PEL II]. Diante dessa insatisfação, era previsível uma crise como a que está acontecendo hoje, mas não sabíamos quando iria acontecer", afirma o professor de Direito João Ricardo Anastásio Silva, docente da Unifil e um dos coordenadores do grupo.

Depoimentos de aproximadamente 20 familiares, colhidos pelo Restaurando Londrina, confirmam a situação caótica vivida dentro da PEL 2. Segundo os parentes dos internos, desde junho - quando o agente penitenciário Kevin de Souza, de 21 anos, foi morto em frente à sua casa, em Cambé - os presos têm enfrentando restrições no fornecimento de água, comida e tratamentos médicos.

"De acordo com os familiares, nestes últimos meses os internos têm tido acesso à água apenas das 9h às 17h, mesmo com o intenso calor. Há também casos de detentos com tuberculose que não são atendidos e denúncias de que alguns agentes deixam a comida estragar ou ficar passada antes de entregá-la aos internos", afirma o estudante de Direito Leonardo Martins, um dos membros do grupo.

Kevin de Souza foi morto a tiros na noite de 15 de junho, na rua Mateus Lemes, no Jardim Silvino, em Cambé. Sua morte teria sido comemorada por alguns presos da PEL 2, onde o agente trabalhava. Durante as investigações, a Polícia Civil chegou a informar que a ordem para a execução de Souza teria partido do Primeiro Comando da Capital (PCC). Um pano branco com o nome da facção criminosa foi exibido por um detento, no telhado da PEL 2, durante a rebelião desta terça (6).

Tanto o suposto mandante, Willian Pereira Soares, de 27, quanto o suspeito de ter sido o executor do crime, Guilherme Bertha Alves Miranda, de 19, foram presos pela Polícia Civil.

Negociações

O Comando da Polícia Militar de Londrina foi deslocado para o local para avaliar a situação e abrir as negociações. O Pelotão de Choque chegou por volta das 12h40. No primeiro contato, os presos pediram água e o restabelecimento da energia, que foi cortada.

O vereador José Roque Neto, vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Londrina, entrou na penitenciária e repassou a informação de que não há feridos. Neto conversou com Luiz Alberto Cartaxo Moura, diretor geral do Depen, que previu um prazo mínimo de 48 horas para que acabe a rebelião.

O coordenador da Comissão de Direitos Humanos da OAB em Londrina, Paulo Magno, também compareceu ao local para averiguar a situação dos detentos. Em entrevista à Paiquerê AM, por volta das 17h40, ele afirmou que o clima seguia tranquilo. "Os presos estão no telhado, fazendo barulho, mas não atacam ninguém".

As negociações, segundo ele, seguem paradas devido à indefinição da pauta de reivindicações. "Não existe um acordo entre os rebelados. Como não houve avanços, iremos para casa, mas voltaremos a qualquer momento assim que os presos solicitarem a presença de membros da Comissão", completou.

Por volta das 16h40, um pequeno grupo de presos tentou fugir pelos fundos da unidade, mas foi impedido pela Polícia Militar, que usou balas de borracha para contenção.

Com capacidade para 960 presos, a PEL II recebe atualmente 1.250 detentos.

Incêndio 

Por volta das 18h50, um densa fumaça preta tomou conta de uma das alas do presídio. Um caminhão do Corpo de Bombeiros foi até o local para realizar a contenção das chamas. A Polícia Militar e Diretoria da PEL II não informaram sobre como o incêndio teria começado, bem como qual área teria sido atingida. A princípio, não há registro de feridos.

Mais tarde, por volta das 19h35, um novo foco de incêndio pôde ser percebido em área próxima à anteriormente atingida. Barulhos de tiros, possivelmente de balas de borracha, foram ouvidos do lado de fora da unidade prisional.

Luzes apagadas 

Ao escurecer, várias tochas de luz faziam a iluminação ao redor da PEL II, já que as luzes internas da unidade teriam sido desligadas. Por volta das 20h30, todas as luzes foram apagadas, deixando o local totalmente escuro. Vários familiares de presos acompanham o motim.

(Atualizada às 22h, com informações dos repórteres Viviani Costa, Celso Feilzardo e Auber Silva, do grupo Folha)