terça-feira, 22 de maio de 2018

O BRASIL ESTA SENDO PASSADO A LIMPO

Tribunal nega recurso e determina prisão de ex-governador de Minas Gerais

Eduardo Azeredo foi condenado pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro pela primeira vez em dezembro de 2015
Foto: Divulgação
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) negou nesta terça-feira (22/5) o recurso apresentado pela defesa do ex-governador e ex-senador por Minas Gerais, Eduardo Azeredo (PSDB), e determinou sua prisão imediata.
O tucano foi condenado pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro pela primeira vez em dezembro de 2015, quando foi sentenciado a 20 anos e 10 meses de prisão por participação no chamado Mensalão Tucano. Em agosto do ano passado, a condenação foi confirmada em segunda instância e a pena aplicada ao político foi reduzida em 9 meses, para 20 anos e um mês.
O recurso negado pela 5ª Câmara do TJMG era o último possível na segunda instância, permitindo a prisão de Azeredo a qualquer momento. O relator do processo, Júlio Cesar Lorens, e o revisor, desembargador Alexandre Victor de Carvalho, votaram favoravelmente à rejeição dos recursos e pela decretação da prisão imediata do ex-governador, sendo seguidos por outros três desembargadores.
Atendendo a um pedido da defesa, o desembargador Alexandre Victor de Carvalho sugeriu que a expedição do mandado de prisão aguardasse a publicação do acórdão dos embargos julgados hoje, em razão da possibilidade de interposição de novo recurso. O relator, no entanto, defendeu a manutenção da imediata expedição do mandado de prisão, sendo seguido pelos demais desembargadores.
Caso
Azeredo foi denunciado pelo suposto envolvimento em um esquema de corrupção montado para beneficiar sua campanha de reeleição ao governo mineiro, em 1998. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), mais de R$ 3 milhões foram desviados de empresas estatais mineiras. Para o MPF, a prática dos crimes só foi possível por meio de “esquema criminoso” montado pelo publicitário Marcos Valério, condenado na Ação Penal 470, o processo do mensalão.
Em 2014, Eduardo Azeredo renunciou ao cargo de deputado federal, perdendo o foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal – o que fez com que seu processo fosse remitido à Justiça de primeira instância, em Minas Gerais, retardando o julgamento. (Com informações da Agência Brasil)

Manifestação de caminhoneiros entra no segundo dia nas rodovias do Sul do RJ

Agora, além de Barra Mansa, há registros de paralisação em outras duas cidades. Os caminhoneiros protestam contra o aumento no preço do óleo diesel.

Por G1 Sul do Rio e Costa Verde
Manifestação de caminhoneiros entra no segundo dia nas rodovias do Sul do RJ (Foto: PRF/Divulgação)Manifestação de caminhoneiros entra no segundo dia nas rodovias do Sul do RJ (Foto: PRF/Divulgação)
Manifestação de caminhoneiros entra no segundo dia nas rodovias do Sul do RJ (Foto: PRF/Divulgação)
A manifestação dos caminhoneiros entra no segundo dia nesta terça-feira (22) com mais pontos de paralisção nas rodovias do Sul do Rio de Janeiro. Agora, além de Barra Mansa, há registros em outras duas cidades. Os caminhoneiros protestam contra o aumento no preço do óleo diesel.

Via Dutra

A NovaDutra, concessionária que administra, informou que os caminhoneiros seguem no acostamento de três pontos da Dutra, em Barrar Mansa: na altura do, km 267, 274 e 278, tanto do sentido Rio quanto no sentido São Paulo. Não há lentidão nesses locais.
Via Dutra: manifestação de caminhoneiros entra no segundo dia nas rodovias do Sul do RJ (Foto: PRF/Divulgação)Via Dutra: manifestação de caminhoneiros entra no segundo dia nas rodovias do Sul do RJ (Foto: PRF/Divulgação)
Via Dutra: manifestação de caminhoneiros entra no segundo dia nas rodovias do Sul do RJ (Foto: PRF/Divulgação)

BR-393 (Lúcio Meira)

  • Barra do Piraí: segundo a Polícia Rodoviária Federal, caminhoneiros que participam da paralisação estão parados na altura do km 247 e 255, próximo aos distrito da Califórnia e do bairro Minuano. Eles estão no acostamento, sem ocupar faixas da rodovia.
  • Barra Mansa: Ainda de acordo com informações da PRF, os manifestantes estão na altura do km 295, com os caminhões ocupando apenas o acostamento.
  • Volta Redonda: caminhoneiros estão parados na altura do bairro Belvedere, próximo ao km 281, também no acostamento.
BR-393: Manifestação de caminhoneiros entra no segundo dia nas rodovias do Sul do RJ (Foto: PRF/Divulgação)BR-393: Manifestação de caminhoneiros entra no segundo dia nas rodovias do Sul do RJ (Foto: PRF/Divulgação)
BR-393: Manifestação de caminhoneiros entra no segundo dia nas rodovias do Sul do RJ (Foto: PRF/Divulgação)
A paralisação dos caminhoneiros começou na madrugada de segunda-feira, quando os manifestantes pararam caminhões na Via Dutra, em Barra Mansa, ocupando o acostamento e parte de uma das faixas.
A Polícia Rodoviária Federal informou que alguns veículos se posicionaram em postos de combustíveis ao longo da rodovia. O protesto continua pacífico, porém alguns caminhoneiros se posicionam no mato e jogam pedras nos caminhões que não param para aderir ao movimento.
Ainda segundo a PRF, dois caminhoneiros foram atingidos, um deles ficou ferido no rosto. Algumas pedras foram recolhidas nos dois sentidos da rodovia. Os agentes informaram que os agressores não foram identificados e os que foram pegos com essa atitude, serão presos.
O caso foi registrado na 90ª Delegacia de Polícia (Barra Mansa).
Outro grupo chegou o fechar a BR-393, em Sapucaia, mas o trecho foi liberado ainda na segunda-feira e não mais registro de protesto nesse ponto.
Alguns manifestantes tacaram pedras nos caminhões que não pararampara protesto da Dutra, em Barra Mansa (Foto: Divulgação/PRF)Alguns manifestantes tacaram pedras nos caminhões que não pararampara protesto da Dutra, em Barra Mansa (Foto: Divulgação/PRF)
Alguns manifestantes tacaram pedras nos caminhões que não pararampara protesto da Dutra, em Barra Mansa (Foto: Divulgação/PRF)

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Pesquisa: 81% da população prefere votar em candidato sem mandato

BRASIL

Pesquisa: 81% da população prefere votar em candidato sem mandato

Organizações civis questionam capacidade dos partidos político em oferecer novos quadros aos eleitores brasileiros

(Atualizado 21/5/2018

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Renovação no Congresso costuma beirar os 50%

Apesar de as pesquisas continuarem detectando um desejo de mudança, a oferta será inferior à demanda por renovação. Essa é a opinião de Renato Meirelles, coordenador do Instituto Locomotiva — que tem feito levantamentos sobre o comportamento dos eleitores.

Em uma pesquisa que deve ser divulgada ainda nesta semana pelo instituto, 81% dos eleitores declararam preferir votar em quem hoje não exerce mandato. Apesar disso, a tendência não é a de renovação.

— Esse número reflete a demanda eleitoral, mas ela não será representada. O que vai ser apresentado ao eleitor é uma nova roupagem dos políticos velhos. Em razão das regras eleitorais e dos recursos financeiros escassos, o eleitor não vai encontrar as opções de renovação.

Não significa, com isso, dizer que novos nomes não serão eleitos. Historicamente, o índice de substituição de nomes no Congresso beira os 50%. "O que acontece não é uma renovação. Os eleitos são filhos, parentes ou apadrinhados daqueles que já estão no poder", disse o cientista político Vitor Oliveira, da agência Pulso Público.

"Eleitor não vai encontrar as opções de renovação"

Renato Meirelles, coordenador do Instituto Locomotiva

A realidade

A "ficha caiu" entre os grupos de renovação (que estão inseridos nos cursos de formação do RenovaBr e da Raps). O discurso já é mais cauteloso. "Essa é a nossa primeira eleição. O projeto é para dez anos", disse o coordenador do Acredito, Zé Frederico. "O sistema construiu barreiras, mas esse é apenas o início de um processo", afirmou o coordenador do Agora!, Leandro Machado.

Para o coordenador do Instituto Brasil@21, Pedro Henrique de Cristo, os movimentos "estão na fronteira de ser engolidos". Para ele, é preciso coordenação e foco nas campanhas que realmente têm chance. Já para o coordenador do Livres, Paulo Gontijo, os partidos são impermeáveis à renovação. "O jogo é feito para não renovar. Temos o receio de servir para compor chapa e maximizar as chances de velhos políticos."

A necessidade de cooperação e organização parece um ponto comum entre os grupos. Carlota Mingolla, de 36 anos, que já foi candidata a vice-prefeita de São Paulo pela Rede, na chapa de Ricardo Young, percebeu essa realidade e decidiu atuar para qualificar seus pares. "O caminho natural era que eu saísse candidata nessa eleição. Mas acabei desistindo. Acho que posso atuar melhor nos bastidores, propondo debates internos e trabalhando pelo fortalecimento das ideias, projetos e pela formação de lideranças."