segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Reciclagem no Brasil

Empresa chega a Rolândia e promete abrir 80 vagas de emprego

por Redação Bonde com assessoria de imprensa
 
Sérgio Ranali/Arquivo FOLHA

Empresa de economia circular com nove anos de mercado, a Boomera está de mudança para Rolândia, onde deve abrir 80 novos postos de trabalho. A empresa tem 120 colaboradores e, na chegada a cidade, pretende chegar a 200.

A fábrica que hoje está em Cambé foi adquirida pela empresa há cerca de três anos. Atualmente, a unidade promove a produção de lonas plásticas para diferentes aplicações que são vendidas para todo o Brasil.

A economia circular é um conceito econômico que repensa a produção linear, caracterizada pela extração, produção, consumo e descarte. Na economia circular, não existe a idiea de "resíduo", ou seja, o material que seria descartado serve de matéria-prima para outros produtos.

A Boomera ajuda outros empreendimentos a reciclar resíduos para que virem novamente matéria-prima de todo tipo, como fraldas usadas que são transformadas em baldes e cabides plásticos, entre outras aplicações. Tudo isso por meio de uma rede de mais de 5.000 catadores com quem a empresa trabalha, inclusive para fortalecê-los como agentes fundamentais para a reciclagem e a sustentabilidade.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico de Rolândia, Ernesto Nogueira, com a chegada de mais uma empresa, "a cidade ganha novos empregos e a prefeitura arrecada com impostos, gerando uma cadeia produtiva importante para o município”. A empresa vai se instalar em um barracão no Parque Industrial da rua Hungria.

Mundo político Brasileiro

VITÓRIA DE REELEIÇÃO DE MAIA E ALCOLUMBRE MOSTRARÁ FORÇA DE GILMAR NO STF

Ministro foi o grande entusiasta da ideia, que tinha resistência até do presidente da corte, Luiz Fux.
Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Rodrigo Maia, durante abertura do ano legislativo Foto: Jorge William/Agência O Globo/03-02-2020
Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Rodrigo Maia, durante abertura do ano legislativo Foto: Jorge William/Agência O Globo

Se o STF autorizar a reeleição dos presidentes da Câmara e do Senado, contrariando o que está escrito na Constituição, estará demonstrada a força de Gilmar Mendes atualmente no tribunal.

Gilmar foi o grande entusiasta da ideia, que tinha resistência até do presidente da corte, Luiz Fux.

sábado, 5 de dezembro de 2020

PERSISTÊNCIA FÉ FOCO

Salles do Fazendinha: de catador de papel no interior do PR a vereador da capital

Salles do Fazendinha (DC) foi eleito com 2.527 votos
Salles do Fazendinha (DC) foi eleito com 2.527 votos| Foto: Reprodução/Facebook/Salles do Fazendinha
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Cientista político, empresário e ex-assessor parlamentar, Nilson Sales, mais conhecido como Salles do Fazendinha (DC), será um dos novos vereadores de Curitiba a partir de 2021. Muito antes disso, foi catador de papel na infância e quando trabalhava como boia-fria chegou a ficar três dias sem comer. Sua primeira disputa eleitoral foi em São João do Ivaí, município de pouco mais de 10 mil habitantes no Norte do Paraná, onde fez apenas 53 votos. “Era para eu já ter desistido”, diz.

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Salles é natural de Jardim Alegre, também no norte paranaense, onde nasceu em 1973. “Sou do tempo em que nascia em casa, com parteira”, conta. Em 1980, aos 7 anos, mudou-se para a vizinha Ivaiporã. “Na época a vida era muito difícil. Por alguns anos fiz um trabalho de catador de papel com meu irmão para poder custear nossa sobrevivência”, diz o empresário, que tem outros três irmãos e uma irmã. “Para ir estudar, levava meu material escolar em um saco de arroz vazio, para não molhar.”

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Quando tinha 12 anos, foi morar com a família em Lunardelli, na mesma região, onde trabalhou com colheita de café na Fazenda Urumuru. Pouco tempo depois, mudou-se para Santa Luzia do Alvorada, distrito de São João do Ivaí, onde foi boia-fria até o fim da década de 1980. “Daí fui trabalhar com locução de som ambulante, animação de pontos de encontro, paquera na avenida, formaturas, festas, rodeio”, lembra.

Já conhecido na cidade, em 1992, aos 19 anos, decidiu disputar uma das nove cadeiras da Câmara Municipal de São João do Ivaí. Com o apoio de 53 eleitores, foi apenas o 36º mais votado – o eleito com menos votos fez 305 naquele pleito. Em novembro do mesmo ano, partiria para a capital paranaense.

Em Curitiba, morou inicialmente na Cidade Industrial (CIC) antes de se mudar para o bairro que passaria a carregar no nome. Seu primeiro emprego na capital foi de madeireiro na Berneck, que arranjou por meio do Sistema Nacional de Emprego (Sine). A partir daí, passou a empreender. Abriu um salão de cabeleireiro, onde trabalhou por 12 anos e tornou-se conhecido na região.

Seu projeto seguinte, em 2005, foi montar um jornal de bairro, o Correio do Salles, depois rebatizado como Língua do Povo e que é distribuído nas regionais do Fazendinha e do Portão. Passou a atuar ainda como corretor imobiliário, credenciando-se no Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Paraná (Creci-PR) e abrindo um escritório que mantém até hoje. Também investiu nos estudos, formando-se em ciência política pela Uninter.

Quatro eleições para se tornar vereador

Desde 2008 tenta se eleger vereador de Curitiba. Naquele ano, filiado ao então PPS (hoje Cidadania) e como Nilson Sales no nome de urna, obteve 2.519 votos, mas seu partido não conseguiu emplacar vereadores. Em 2012, pela mesma sigla, e já como Salles do Fazendinha, foi escolhido por 4.306 votantes, ficando na segunda suplência, atrás de Renata Bueno.

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Na eleição seguinte, em 2016, decidiu disputar pelo então PTN, que depois se tornaria o Podemos. “Optei por um partido nanico, para talvez me eleger com mais facilidade dentro da legenda”, explica. “Fiz 3.338 votos fiquei como primeiro suplente. Faltaram 88 votos.” Naquele pleito, o PTN elegeu Oscalino do Povo e Mauro Bobato.

Em 2017, foi convidado por Bobato para trabalhar como assessor em seu gabinete, onde atuou até dezembro. No ano seguinte, foi comissionado da Assembleia Legislativa do Paraná, na área de transparência da Casa. “Eu ajudava a fazer a contabilização dos gastos de cada deputado”, conta. Deixou o cargo em fevereiro de 2019 para ser comissionado da Secretaria da Justiça, Trabalho e Direitos Humanos (Sejuf), sob o comando de Ney Leprevost (PSD). Licenciou-se em junho para sair candidato a vereador novamente.

“Eu persisti nessa ideia de que um partido pequeno talvez fosse mais fácil de me eleger”, diz. “Vim para o DC com o compromisso de ajudar a montar uma chapa com boa votação, mas sem estrelas.” Diz que sabia que a pandemia do novo coronavírus faria cair a votação de todos os candidatos, em razão da abstenção. Conseguiu ser eleito com 2.527 votos, o menor quantitativo entre os 38 que conquistaram uma cadeira na Câmara Municipal.

Olhar voltado para todas as causas

“Minha votação vem mais precisamente da comunidade da região do Fazendinha. Não são eleitores com uma causa específica. Então eu me elejo me comprometendo com os curitibanos a exercer o mandato com os olhos voltados para todas as causas de nível municipal.” Entre suas principais propostas está a criação de postos de atendimento para dependentes químicos em cada uma das dez regionais do município. “É um problema que o município deveria acatar”, entende.

Também gostaria de ver implantadas unidades públicas para tratamento veterinário em todas as regionais. “Poderia ser feito pela prefeitura em parceria com universidades”, sugere. Outra defesa que pretende fazer é o da extinção da cobrança de Estacionamento Regulamentado (EstaR) em quadras próximas de hospitais. “Você vai socorrer uma pessoa e enquanto deixa o carro, às vezes não tem tempo de pensar no EstaR. Quando volta, tem uma multa.”

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Salles quer ampliar ainda o volume máximo do serviço de coleta de resíduos e restos de construção civil, que atualmente é limitado a cinco carrinhos de mão a cada dois meses após solicitação pela central 156. “Se fosse no mínimo 10 ou 15 carrinhos serviria melhor o morador”, acredita. Outra proposta é criar parcerias dos Armazéns da Família com a iniciativa privada, para que a população atendida pelo programa pudesse fazer suas compras em supermercados. “Com menos filas e não só em horário comercial, de segunda a sexta.”

Na saúde, Salles quer atuar para reduzir as filas de especialidades médicas, embora não tenha uma ideia concreta de como fazer. “Hoje você tem que esperar de seis meses a um ano para uma consulta com um ortopedista, um cardiologista. Às vezes, quando sai a consulta, o paciente já morreu. Então quero entender o porquê dessa demora”, diz. “Quero mudar a vida das pessoas. Não ficar no Legislativo por ficar.”

Conta que, embora o partido tenha apoiado a candidatura de Fernando Francischini (PSL) à prefeitura, procurou ficar neutro em relação à disputa pelo Executivo. Em suas redes sociais, durante a campanha, chegou a compartilhar postagens do candidato Dr. João Guilherme (Novo). Entende que o prefeito reeleito Rafael Greca (DEM) tem uma boa aprovação. “Ele levou quase 60% dos votos, o que deixou transparecer que a população está gostando do jeito que ele vem administrando a cidade”, diz. “Como o DC não é esquerda, nem direita, pretendo seguir uma linha mais independente na Câmara.”

Salles tem na música seu principal hobby. Aprendeu a cantar e a tocar violão aos 16 anos na igreja. Também compõe as próprias canções, geralmente com temas voltados à defesa da cidadania, do meio ambiente ou dos animais. “É sempre sem fins lucrativos e tem sempre uma linha de cunho social ou de reflexão”, diz.

Afirma ter orgulho e gratidão pelo passado como catador de papel e lavrador. “Na Fazenda Urumuru, passamos por uma crise tão pesada que cheguei a ficar três dias sem comer. Se não fossem esses trabalhos, que eram o que eu sabia fazer na época, talvez eu não estivesse aqui hoje.”

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