terça-feira, 21 de julho de 2026

MDB precisa acordar para 2026: O alerta de Maurão Messias sobre os rumos do partido.

 político atual do Paraná.
Bastidores 2026: A estratégia do PT ao Senado e o sinal de alerta para o MDB no Paraná
O cenário político para as eleições de 2026 no Paraná começou a se mover de forma acelerada. A pré-candidata ao Senado, Gleisi Hoffmann (PT), confirmou o empresário cascavelense Assis Gurgacz Neto, do Grupo Eucatur, como seu primeiro suplente. A composição, que será oficializada na convenção estadual de agosto, consolida a aliança entre PT e PDT e faz um movimento cirúrgico em direção ao setor produtivo e ao empresariado do Oeste do estado.
Enquanto partidos adversários se articulam com rapidez para fechar chapas competitivas e atrair setores historicamente resistentes, os bastidores de outras legendas tradicionais, como o MDB, acendem o sinal de alerta devido à falta de coesão interna.
A estratégia de Gleisi: Negócios e política no Oeste
A escolha de Assis Neto — que assumiu a indicação após o convite inicial feito ao seu avô, o pioneiro Assis Gurgacz — vai além de uma simples suplência. O jovem empresário atua fortemente nos setores de transporte, mineração e construção.
Para analistas políticos, o movimento cumpre duas funções centrais:
Reduzir resistências: Aproxima a esquerda do empresariado paranaense.
Ampliar território: Fortalece o diálogo com o eleitorado e o setor produtivo do Oeste do Paraná.
O erro de 2024 e o risco do MDB: A visão de Maurão Messias
A agilidade dos adversários serve como um espelho e um aviso claro para o MDB paranaense. Para o empresário e pré-candidato a deputado federal pelo MDB, Maurão Messias, o partido precisa abandonar discursos vagos de "junção de forças" e focar em uma estratégia de união real e pragmática.
Messias relembra o que aconteceu nas eleições municipais de Curitiba em 2024 como um exemplo prático de que volume partidário não garante vitória:
"Em 2024, o PSD tinha quase 100% dos partidos ao seu lado na capital, incluindo o PMB de Cristina Graeml, e mesmo assim quase perderam a prefeitura. Máquina e alianças gigantescas sem sintonia com o eleitor não ganham eleição sozinhos", aponta Maurão Messias.
Falta de coesão interna e o "fogo amigo"
O pré-candidato a deputado federal não esconde o descontentamento com os rumos e as divisões internas da própria legenda. Segundo Maurão Messias, o MDB corre o risco de se isolar ou de sabotar o próprio potencial por falta de alinhamento estratégico em duas frentes principais:
Divisão na disputa majoritária: Atualmente, o cenário indica que o ex-prefeito Rafael Greca surge como o nome mais competitivo em um eventual segundo turno contra o ex-juiz Sérgio Moro. No entanto, movimentações internas e críticas de pré-candidatos do MDB ao Senado miram o próprio Greca, o que pode fragmentar o campo de oposição.
Lançamentos ao lado de adversários: Maurão critica abertamente pré-candidatos a deputado federal do partido que realizam lançamentos e agendas políticas ao lado de figuras consideradas "inimigos políticos" históricos da legenda.
"Eu, como pré-candidato a deputado federal pelo MDB, fico chateado com essa falta de rumo. O MDB precisa entender o momento. Enquanto os outros partidos estão se organizando e avançando antes mesmo das grandes definições, nós estamos batendo cabeça. Para vencer em 2026, todos os membros do partido precisam puxar a corda para o mesmo lado", cobra Maurão Messias.
O que esperar até as convenções de agosto?
O movimento do PT com o Grupo Eucatur mostra que a eleição de 2026 será decidida no detalhe e na capacidade de dialogar com o PIB do estado. Para o MDB, o recado de suas bases e de lideranças como Maurão Messias é direto: ou o partido define uma estratégia clara de sobrevivência e protagonismo, ou assistirá passivamente ao avanço das chapas que já estão com o "pé no paraíso" da organização política.

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