A eleição de 2026 ainda parece distante para quem olha de fora.
Mas para quem está nos bastidores, o jogo já começou — e pesado.
Lideranças do PL sondaram o senador Sergio Moro (União-PR) nos últimos dias sobre uma possível filiação ao partido. O movimento não é ideológico. É estratégico. O objetivo é claro: garantir um palanque forte no Paraná para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que se coloca como pré-candidato ao Planalto.
A proposta ventilada nos bastidores seria simples: Moro se filia ao PL com a garantia de disputar o Governo do Paraná em 2026.
E por que agora?
Porque parte da cúpula da federação União-PP ameaça não dar legenda para Moro concorrer ao governo estadual. Ou seja: o ex-juiz pode ficar sem espaço no próprio partido. Política é isso — quem não tem garantia, vira peça em negociação.
O movimento do PSD acendeu o alerta
O PL não se mexeu à toa.
Em janeiro, o PSD filiou o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o lançou como pré-candidato à Presidência ao lado de Ratinho Júnior. O gesto foi interpretado como sinal claro: o PSD quer protagonismo nacional.
E isso muda tudo.
Se o PSD tiver candidato próprio ao Planalto, Flávio Bolsonaro pode ficar sem um palanque competitivo no Paraná — estado estratégico eleitoralmente. E eleição presidencial sem palanque forte em estados-chave é erro primário.
Nada fechado… mas muita tensão no ar
Apesar das conversas, ainda não há acordo fechado entre PL e Moro. Oficialmente, o PL mantém um pré-acordo com o PSD para caminhar com Ratinho Jr. na disputa estadual.
Nos bastidores, o partido mira uma das vagas ao Senado na chapa do governador.
Mas política não vive de “pré-acordo”. Vive de força, espaço e garantia.
E quando começam as sondagens paralelas, é sinal de que ninguém está totalmente confortável na mesa.
O que isso revela sobre o Paraná?
Revela que 2026 será uma eleição de enfrentamento direto.
Não haverá espaço para candidatura morna.
O eleitor paranaense quer posição clara. Quer saber quem é governo, quem é oposição e quem tem projeto de Estado — não apenas projeto de poder.
Como pré-candidato a deputado federal e presidente nacional do CHEGA 26, eu afirmo: o Paraná não pode ser apenas moeda de troca em estratégia presidencial. Nosso Estado precisa estar no centro das decisões, e não ser apenas palanque de conveniência.
Quem quiser disputar 2026 vai precisar apresentar:
Projeto real para o Paraná
Base consolidada no interior
Discurso coerente
E coragem para enfrentar o sistema
O xadrez está montado.
As peças começaram a se mexer.
E quem ficar esperando 2026 chegar… vai assistir a eleição do lado de fora.
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