segunda-feira, 9 de junho de 2014

Beto Richa autoriza apoio imediato aos municípios afetados pelas chuvas

0806-beto-richa-iguacuO governador Beto Richa (PSDB) assina nesta segunda-feira um decreto que permite a ação mais rápida de ajuda aos municípios afetados pelas fortes chuvas que ocorreram nos últimos dias. “Muitos municípios estão precisando de ajuda e para agilizar esta situação e recebam recursos do Governo do Estado com menos burocracia, vamos decretar o estado de emergência nessas cidades atingidas”, disse Beto Richa em reunião neste domingo (8) no Palácio Iguaçu com todos os secretários e deputados.
Beto Richa desmarcou a agenda de compromissos desta segunda-feira para percorrer todos os municípios atingidos pelas fortes chuvas. “Toda a estrutura do governo como agricultura, habitação, Sanepar, Copel, Saúde, entre outras, estão atendendo os municípios mais atingidos”, afirmou Beto Richa.
Na área de saúde estão sendo liberados R$ 6 milhões para os municípios comprarem vacinas, medicamentos, contratar e pagar hora extra aos profissionais de saúde. A Secretaria da Família e Ação Social e o Provopar estadual iniciaram uma campanha de arrecadação de donativos para enviar às famílias dos 70 municípios em situação de emergência.
As aeronaves do Governo do Estado estão trabalhando na retirada de famílias de áreas de risco e no transporte de pacientes. Dois helicópteros do Exército sobrevoaram a região Central do Estado e, por solicitação da Defesa Civil Estadual, estão ajudando no resgate de pessoas.
Nas rodovias que estão interditadas, muitas por quedas de barreiras, a secretaria da Infraestrutura e Logística e o DER estão trabalhando com a Defesa Civil para liberar otráfego o mais rápido possível. “Vamos mobilizar os Consórcios da Patrulha do Campo, para priorizar o trabalho de recuperação de estradas vicinais nestes municípios”, afirmou o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. A Patrulha do Campo é composta por maquinários para recuperação das estradas rurais.
De acordo com a coordenação da Defesa Civil estadual, até o fim da tarde de domingo 70 municípios se encontravam em situação de emergência. A região central é a mais afetada, principalmente Guarapuava. Oitocentas pessoas estão desalojadas, em abrigos ou casas de familiares e nove pessoas morreram. “Os números mudam a todo momento, mas a Defesa Civil está mobilizada para atender todos os paranaenses”, disse o coordenador da Defesa Civil, coronel Adilson Castilho Casitas. “Ao todo 15 famílias foram retiradas de suas residências com a ajuda dos helicópteros do Governo do Estado e estão em segurança”, completou.
O secretário da Segurança Pública, Leon Grupenmacher, afirmou que a equipe está mobilizada para atuar na prevenção de saques que acontecem nas residências de famílias que são retiradas das suas casas em situação de risco. “E, Guarapuava, a Polícia Florestal está ajudando a retirar as famílias das áreas de risco”.

sábado, 7 de junho de 2014

O ex-jogador e ídolo do Inter Fernandão (Fernando Lúcio da Costa) morreu na madrugada deste sábado na queda de um helicóptero Esquilo, com capacidade para cinco pessoas, na cidade de Aruanã, interior de Goiás. O acidente ocorreu por volta de 1h30min. Fernandão tinha 36 anos de idade. A informação foi confirmada pelo presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Novelleto, em entrevista à Rádio Gaúcha.

Conforme a Polícia Militar de Aruanã, o helicóptero atingiu o solo a cerca de 150 metros de uma praia de água doce, que fica localizada a 20 quilômetros da cidade. Havia pessoas acampadas nas proximidades, já que o local é turístico e procurado pelos moradores da região a partir de junho, quando o nível de água do Araguaia diminui.
Segundo os bombeiros de Aruanã, outras quatro pessoas estavam no helicóptero: um coronel da Polícia Militar (piloto), outro PM que trabalhava como segurança, um empresário e um caseiro. Nenhum dos tripulantes sobreviveu.De acordo com o policial militar Fernando Bueno, que ajudou no resgate do corpo de Fernandão, o helicóptero não explodiu:

– Quando ele foi retirado, por volta das 3h, não apresentava mais sinais vitais. O lugar é de difícil acesso e tivemos de fazer o resgate pelo rio. A aeronave não explodiu. Está todo mundo muito abaldo, o Fernandão é uma pessoa querida para a gente.

Um mito na história do Inter

Fernandão nasceu em Goiânia e foi revelado pelo Goiás. Mas foi no Inter que ele viveu suas maiores glórias, conquistando a Libertadores da América e o Mundial em 2006, como capitão da equipe de Abel Braga.

Foram quase cinco anos de identificação com a torcida e gols emblemáticos, como o da estreia, em 10 de julho de 2004, no Gre-Nal do gol 1.000, de sua autoria. Neste ano, Fernandão foi um dos mestres de cerimônia da reabertura do Beira-Rio, no dia 5 de abril. Anos antes, ele e o então goleiro Clemer comandaram a festa do Mundial, cantando junto com um Beira-Rio lotado.

Sua última equipe foi o São Paulo, em 2011. Fernandão jogou ainda no Olympique de Marselha e Toulouse, na França, e o Al-Gharafa, no Catar. Ele também treinou o Inter em 2012, e agora se preparava para comentar a Copa do Mundo pelo SporTV. (Zero Hora)

sexta-feira, 9 de maio de 2014

PT de Londrina debate “herança” do ex-petista André Vargas

Militantes do Partido dos Trabalhadores vão se reunir neste sábado (10) para discutir a conjuntura política nacional, estadual e municipal e o papel do PT de Londrina nas eleições de outubro; desafio dos petistas é costurar o buraco causado pela saída de André Vargas, que era a principal liderança local do partido; espólio que já está sendo dividido teria potencial para cerca de 200 mil votos.
O Partido dos Trabalhadores (PT) de Londrina realiza neste sábado (10) uma plenária geral para debater a conjuntura política e o projeto eleitoral. A plenária terá início às 9h30, no auditório da APP Sindicato.
Esta será a primeira atividade após o escândalo envolvendo o deputado federal André Vargas, que se desfiliou do PT. Vargas era a principal liderança do partido em Londrina. Os petistas deverão quebrar a cabeça para redesenhar o projeto eleitoral 2014, já que a principal peça, o deputado André Vargas, está fora do jogo.
Nos bastidores, os diversos setores do partido já travam uma intensa batalha pelo espólio de Vargas, que não é pequeno. No planejamento da chapa para deputado federal, ele seria um dos puxadores, com meta superior a 200 mil votos. Sem ele, a chapa do PT perde competitividade.

terça-feira, 8 de abril de 2014

PF suspeita que “Milton”, citado por André Vargas em conversa com doleiro, seja irmão do petista


André Vargas
Do Ucho
Chave de cadeia – A Polícia Federal suspeita que o “Milton”, que aparece em um diálogo entre o vice-presidente da Câmara dos Deputados e coordenador da campanha de Gleisi Hoffmann ao governo do Paraná, André Vargas (PT), e o doleiro Alberto Youssef, sejaMilton Vargas Ilário (à direita na foto). Ele é irmão do petista e vive nos Estados Unidos, em Argyle, estado deNew York. A suspeita é de que Vargas, que costuma beneficiar familiares incluindo-os em negócios lucrativos que usam suas conexões políticas nada republicanas, tenha enxertado o irmão Milton no esquema de Youssef na condição de “consultor”.
O diálogo em que o misterioso “Milton” aparece nos grampos da Polícia Federal é de 19 de setembro de 2013. Na conversa, o vice-presidente da Câmara reclama com o doleiro por causa da falta de pagamentos a “consultores”. Sabe por que não pagam o Milton?’, questiona André Vargas. Youssef tenta tranquilizar o parceiro: ‘Calma, vai ser pago. Falei para você que iria cuidar disso.’ Mesmo assim, o vice-presidente da Câmara mostra-se impaciente. ‘Consultores que trabalham com ele há meses e não receberam’, diz Vargas. ‘Deixa que já vai receber’, garante Youssef.
DNA da confusão
O envolvimento de familiares de André Vargas em negócios nebulosos não é novidade. Em 2009, outro irmão de Vargas, Loester Vargas Ilário, secretário municipal da prefeitura de São José dos Pinhais, por indicação de André, esteve envolvido em fraude em um esquema de recolhimento de lixo através da empresa Ecosystem.
As ligações entre Gleisi Hoffmann e André Vargas também são antigas e já renderam desdobramentos na área policial. No final da década de 90, André Vargas e o doleiro Alberto Youssef acabaram como réus no escândalo de corrupção da AMA/Comurb, ocorrido em Londrina. Então coordenador da campanha de Paulo Bernardo da Silva, marido de Gleisi, que concorria a deputado federal pelo PT, Vargas foi acusado de receber R$ 120 mil. O dinheiro, destinado à campanha de Bernardo, teria sido “lavado” por Youssef através de uma empresa de “consultoria”.
Turbulência pela frente
Diferentemente de muitos petistas que se envolveram em escândalos de corrupção e outros crimes, André Vargas não é do tipo que suporta o achincalhe da opinião pública, como já fizeram muitos dos seus companheiros de legenda, que se contentaram em sair de cena, desde que devidamente recompensados.
Vargas é um histriônico conhecido e não sabe manter o controle diante de situações de dificuldade. Se for obrigado a entrar na fila do sacrifício, como forma de salvar o banditismo político exercido por seu partido, possivelmente acabará contando o que sabe, pois as investigações da Polícia Federal o deixam em situação de muita dificuldade.
A situação de perigo que ronda o PT cresce com a possibilidade de Alberto Youssef recorrer à delação premiada como forma de minimizar sua pena, que nesse caso nem merece ser classificada como eventual, uma vez que as evidências apontam na direção da condenação.

Vaga no Senado pode cair no colo de Bernardi

7 abril, 2014 
Jorge Bernardi
Jorge Bernardi
A eleição de outubro deve trazer surpresas na coligação PT e PDT. Com a desistência de Osmar Dias (PDT) para disputar o Senado e com as ligações ilícitas do deputado federal André Vargas (PT), a vaga está caindo no colo do vereador curitibano Jorge Bernardi (PDT). O pedetista foi suplente de Dias na eleição de 2002, no próprio partido. Bernardi também contará com o apoio do ex-deputado federal Professor Picler, que transferiu o título eleitoral para Brasília, onde deve ser o 1º suplente da reeleição de Cristovam Buarque.

sábado, 29 de março de 2014

PESQUISA Dilma cai de 57% para 30% em 3 semanas

Dilma-fundo-azul
Revista Nova Fase 
Pesquisa Datafolha finalizada ontem mostra que a popularidade da presidente Dilma Rousseff desmoronou em três semanas. 
Queda de 27 pontos é a maior de um presidente aferida pelo Datafolha desde Collor em 1990
Percentual dos que consideram gestão boa ou ótima desaba de 57% para 30%
Reprovação sobe de 9% para 25%, segundo o Datafolha; em março, aprovação chegava a 65% do eleitorado
Hoje, 30% dos brasileiros consideram a gestão Dilma boa ou ótima. Na primeira semana de junho, antes da onda de protestos que irradiou pelo país, a aprovação era de 57%. Em março, seu melhor momento, o índice era mais que o dobro do atual, 65%.
A queda de Dilma é a maior redução de aprovação de um presidente entre uma pesquisa e outra desde o plano econômico do então presidente Fernando Collor de Mello, em 1990, quando a poupança dos brasileiros foi confiscada.

 
Naquela ocasião, entre março, imediatamente antes da posse, e junho, a queda foi de 35 pontos (71% para 36%).
Em relação a pesquisa anterior, o total de brasileiros que julga a gestão Dilma como ruim ou péssima foi de 9% para 25%. Numa escala de 0 a 10, a nota média da presidente caiu de 7,1 para 5,8.
Neste mês, Dilma perdeu sempre mais de 20 pontos em todas regiões do país e em todos os recortes de idade, renda e escolaridade.
O Datafolha perguntou sobre o desempenho de Dilma frente aos protestos. Para 32%, sua postura foi ótima ou boa; 38% julgaram como regular; outros 26% avaliaram como ruim ou péssima.
Após o início das manifestações, Dilma fez um pronunciamento em cadeia de TV e propôs um pacto aos governantes, que inclui um plebiscito para a reforma política. A pesquisa mostra apoio à ideia (confira na pág. A8).
A deterioração das expectativas em relação a economia também ajuda a explicar a queda da aprovação da presidente. A avaliação positiva da gestão econômica caiu de 49% para 27%.
A expectativa de que a inflação vai aumentar continua em alta. Foi de 51% para 54%. Para 44% o desemprego vai crescer, ante 36% na pesquisa anterior. E para 38%, o poder de compra do salário vai cair –antes eram 27%.
Os atuais 30% de aprovação de Dilma coincidem, dentro damargem de erro, com o pior índice do ex-presidente Lula. Em dezembro de 2005, ano do escândalo do mensalão, ele tinha 28%. Com Fernando Henrique Cardoso (PSDB), a pior fase foi em setembro de 1999, com 13%.
Em dois dias, o Datafolha ouviu 4.717 pessoas em 196 municípios. A margem de erro é de 2 pontos para mais ou para menos.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Qual a diferença entre preto, pardo e negro?

A classificação "pretos" feita pelo IBGE levantou polêmica sobre a forma correta de chamar esse grupo de pessoas

A divulgação, por parte da Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest), de notícia sobre a ausência de pessoas pretas nos cursos mais concorridos da Universidade de São Paulo (USP) alimentou uma polêmica sobre a forma mais correta de se classificar a população pela cor ou raça. Com a bandeira do "politicamente correto" levantada, alguns defenderam que seria melhor utilizar os termos negros ou afrodescendentes. Mas é errado chamar alguém de preto?

O debate começou porque a Fuvest, responsável pela seleção dos alunos da USP, adotou o padrão de classificação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divide a população do País em cinco grupos: pretos, pardos, brancos, amarelos e indígenas.

A alegação é histórica: o primeiro censo demográfico do Brasil foi feito em 1872 e perguntava aos brasileiros em qual dos quatro grupos eles se enquadravam: preto, pardo, caboclo ou branco. Ao longo de mais de 140 anos, foram feitas algumas mudanças na nomenclatura, mas ainda não há consenso sobre a forma de classificar a população.

Esse é um tema muito polêmico. Alguns defendem que deveríamos usar a classificação negro, mas o negro é uma identidade social. Leva em conta uma visão política, a identidade de um povo muito mais do que a cor da pele
José Luiz Petruccelli Pesquisador do IBGE
José Luiz Petruccelli, que faz pesquisas sobre diversidade racial há mais de 20 anos no IBGE, reconhece que a classificação pode ser aprimorada, embora defenda que o modelo segue uma série histórica e mudanças poderiam prejudicar a comparação dos dados. "Esse é um tema muito polêmico. Alguns defendem que deveríamos usar a classificação negro, mas o negro é uma identidade social. Leva em conta uma visão política, a identidade de um povo muito mais do que a cor da pele", defende.

O especialista diz não ser correto, para efeito de pesquisas, reunir pardos e pretos em um só grupo, de negros. Segundo ele, a discriminação contra os pretos é muito maior do que a verificada entre as pessoas que se autodeclaram pardas, e essa diferença precisa estar presente nos levantamentos demográficos. "Existe diferença no comportamento socialentre pretos e pardos: quanto mais escuro, mais discriminado", afirma. 

Já a União de Negros pela Igualdade (Unegro), organização de movimentos sociaiscriada na Bahia e presente em 24 Estados, defende que o mais adequado é usar o termo negro, embora aceite as regras do IBGE. "Como não existe um critério científico para essa classificação, acordou-se em usar a nomenclatura do IBGE para pesquisas, que seria o mais próximo do viável", disse Alexandre Braga, diretor de comunicação da entidade.

Apesar de concordar que quanto mais escura a cor da pele, maior a discriminação, a Unegro acredita que o IBGE possa vir a usar apenas a classificação negro no futuro. "As pessoas se identificam mais como negras do que pretas ou pardas", afirma Alexandre.

Preto e pardo
Nas pesquisas do Censo feitas pelo IBGE, é apresentada uma relação com as cinco nomenclaturas utilizadas e as pessoas precisam indicar a qual cor pertencem. Segundo Petruccelli, cada pessoa tem liberdade para dizer a sua classificação. Ele explica que pretos normalmente são as pessoas que se enxergam com a cor mais escura. Mas em relação aos pardos não há consenso. "Normalmente são as pessoas que se classificam como ‘morenas’ ou ‘mulatas’, mas isso depende na região", afirma.

O pesquisador diz ainda que nas regiões Sul e Sudeste, a população que se declara parda normalmente é de origem africana. Porém, no Norte, muitos pardos são, na verdade, descendentes de indígenas. Ele ainda conta uma história curiosa sobre a situação no Distrito Federal. "A população local, por mais branca que seja a sua pele, se classifica como parda porque vê os brancos como os funcionários públicos que vieram de fora".

De acordo com o pesquisador do IBGE, a presença de pretos é menor no Brasil, por isso existe a tendência em reunir pardos e pretos em um grupo de negros. Ele diz que apenas para as pesquisas o termo não se aplica, mas que na convivência social é válido agrupar as duas nomenclaturas. Para o representante da Unegro, ocorre também a resistência em assumir a cor preta e muitos preferem ser incluídos na lista dos pardos - que seria uma forma intermediária. "A identidade do negro é muito maior, por isso defendemos a utilização desse termo", afirma.

E o afrodescendente?
De acordo com o diretor da Unegro, o termo afrodescendente - ou afrobrasileiro - está em desuso. "Acredito que hoje seja muito mais adequado chamar alguém de negro do que de afrodescendente. Essa é muito mais uma nomenclatura política, de ação dos movimentos sociais na luta contra discriminação do que para designar a cor", explica.