sábado, 30 de maio de 2015

PF cumpre no DF mandado de busca na casa da primeira-dama de MG

Operação Acrônimo apura lavagem em contratos do governo federal.
Quatro foram presos, incluindo três detidos com R$ 113 mil em jatinho.

Vianey Bentes e Raquel MoraisDa TV Globo, em Brasília e do G1 DF
Da esquerda para a direita, o governador Fernando Pimentel, Carolina Oliveira e o vice-governador Antônio Andrade (Foto: Pedro Ângelo/G1)Da esquerda para a direita, o governador Fernando Pimentel, Carolina Oliveira e o vice-governador Antônio Andrade (Foto: Pedro Ângelo/G1)
O apartamento em Brasília da primeira-dama de Minas Gerais, Carolina Oliveira Pimentel, mulher do governador Fernando Pimentel, foi um dos alvos na manhã desta sexta-feira da Operação Acrônimo, da Polícia Federal. A ação foi deflagrada para combater lavagem de dinheiro por meio de um esquema de sobrepreço e de recebimento por contratos não executados com o governo federal desde 2005.
Até o momento o governador Pimentel não é alvo da investigação"
Dennis Cali, delegado regional de Investigação e Combate ao Crime Organizado
Carolina tem um apartamento em Brasília desde o tempo em que trabalhava na assessoria de imprensa no Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior na mesma época em que Pimentel era titular da pasta.
A corporação não informou o que foi apreendido na residência, que fica na quadra 114 Sul, na região central de Brasília. No total, 30 endereços de pessoas físicas e 60 empresas de Minas, Rio Grande do Sul, Goiás e Distrito Federal foram incluídas na operação.
O delegado regional de Investigação e Combate ao Crime Organizado, Dennis Cali, disse pela manhã que não havia nenhuma autoridade com prerrogativa de foro ou partido político sendo investigado. "Até o momento o governador Pimentel não é alvo da investigação." Em nota, a Secretaria de Comunicação do Estado de Minas Gerais disse que o governo mineiro "não é objeto de investigação neste processo".
De acordo com Cali, há 30 empresas sendo investigadas. Uma delas teria tido faturamento de R$ 465 milhões. Quatro homens foram presosem flagrante suspeitos de envolvimento no esquema. Policiais encontraram mensagens trocadas entre os suspeitos que indicavam a prática de crimes.
Além disso, a corporação apreendeu ainda mais de R$ 100 mil em espécie e 12 carros de luxo no Distrito Federal, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás. Um avião avaliado em R$ 2,5 milhões também foi apreendido.

Entre os presos estão Marcier Trombiere Moreira, servidor de carreira do Banco do Brasil que trabalhou, na campanha do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT); o empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, dono de uma gráfica que também prestou serviço para a campanha do governador petista e que, em 2010, chegou a ser investigado por supostas ligações com a produção de dossiês contra candidatos do PSDB; e um homem identificado como Pedro Medeiros.
Dinheiro apreendido durante Operação Acrônimo, da Polícia Federal, para combater lavagem de dinheiro (Foto: Polícia Federal/Divulgação)Dinheiro apreendido durante Operação Acrônimo, da Polícia Federal, para combater lavagem de dinheiro (Foto: Polícia Federal/Divulgação)
Os três já haviam sido detidos em outubro do ano passado, quando a PF apreendeu um jatinho no Aeroporto Juscelino Kubitschek que transportava R$ 113 mil. A aeronave é a mesma apreendida na operação desta sexta. Cali afirmou que documentos apreendidos pela PF demonstraram que os homens mantinham a associação criminosa mesmo após a ação. A pena para associação criminosa é de 1 a 3 anos de prisão.
A Polícia Federal esteve na casa do ex-deputado Virgílio Guimarães (PT), no bairro Sion, região centro-sul de Belo Horizonte, para cumprir mandado de busca e apreensão. Nenhum detalhe do cumprimento do mandado foi divulgado.
Avião bimotor apreendido em Brasília pela Polícia Federal na Operação Acrônimo (Foto: Divulgação / PF)Avião bimotor apreendido em Brasília pela Polícia Federal na Operação Acrônimo (Foto: Polícia Federal/Divulgação)
Procurado pelo G1, o ex-deputado disse que a Polícia Federal esteve "com toda educação" na casa dele. Segundo o petista, a PF apreendeu dois telefones celulares e um netbook dele. O ex-parlamentar disse que a PF também foi à casa da ex-mulher no bairro Funcionários, na região centro-sul de Belo Horizonte. "Eu não sei o que levaram de lá", disse.
O ex-parlamentar afirmou que não tem relação com o empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto. "Eu não tenho o menor conhecimento disso [esquema de lavagem de dinheiro]", disse ao G1. Guimarães afirmou não ter sido comunicado de ser investigado.
'Laranjas' e dinheiro fracionado
De acordo com a Polícia Federal, para ocultar a origem criminosa do dinheiro, os investigados usavam com frequência "laranjas" e fracionavam os valores em partes menores, manobra que é conhecida como "smurffing".
Eles também se valiam de uma manobra conhecida como confusão patrimonial, quando em um mesmo espaço funcionam várias empresas. "Isso visa justamente dificultar a responsabilização e identificar quem é o dono da empresa", disse o delegado.
Veículo apreendido pela Polícia Federal na Operação Acrônimo (Foto: Divulgação / PF)Veículo apreendido pela Polícia Federal na Operação Acrônimo (Foto: Polícia Federal/Divulgação)

Cerca de 400 policiais federais foram envolvidos na operação desta sexta. O nome da operação faz referência ao fato de o prefixo da aeronave na qual foi localizado o dinheiro ser uma sigla formada pelas iniciais dos nomes dos familiares dos principais investigados.
R$ 465 milhões é o faturamento de uma das empresas investigadas no suposto esquema de corrupção
Na apreensão do ano passado, quando começou a investigação, a Polícia Federal abriu um inquérito para apurar suposta lavagem de dinheiro. À época, a Coligação Minas Pra Você, de Pimentel, informou que Moreira e a gráfica de Oliveira Neto foram desligados com o fim da campanha eleitoral.
Ao longo dos oito meses de apurações, os policiais analisaram dados obtidos em notebooks, smartphones, tablets e outros dispositivos eletrônicos apreendidos com os suspeitos. Os investigadores analisaram mais de 600 gigabytes de informações e as cruzaram com outras fontes de base e dados.
Parabéns!

Que todos os votos de felicidades, cheguem até o trono de Deus, para realizá-los o mais rápido possível.

É festa no olhar de todas as pessoas que tem um abraço para te ofertar, um olhar de carinho para te oferecer.

Você merece, e os homenageados de hoje somos todos nós que temos a sua amizade. Que Deus te abençoe a cada ano e que essa nova idade traga a você muitas chances para vencer, pois você merece, minha amiga.

Muitos anos de vida. Feliz aniversário   SAO OS VOTOS DO AMIGO  E IRMAO MAURAO MESSIAS   E DE TODA A EQUIPE DO BLOG DO MAURAO MESSIAS 

Operário morre após explosão em indústria de embalagens de Londrina

Guilherme Batista - Redação Bonde 

Um homem de 45 anos morreu no Hospital Universitário de Londrina (HU), nesta sexta-feira (29), após não resistir aos ferimentos sofridos durante explosão registrada na fábrica da Bemis, antiga Dixie Toga, na zona norte da cidade. O acidente aconteceu na última segunda-feira (25). Na ocasião, o operário, identificado como Ivo César Mattos, sofreu queimaduras graves em 85% do corpo.

De acordo com informações da assessoria de imprensa do HU, o homem estava internado na UTI da ala de queimados do hospital e morreu por volta das 2h55 desta sexta-feira. Mattos veio a óbito por conta da falência de seus rins. Ele teria sido atendido e encaminhado ao hospital pela equipe de emergência da Bemis.

Informações apuradas pela reportagem dão conta de que o acidente de trabalho aconteceu, durante a tarde da última segunda-feira, no setor de lavagem de peças da fábrica. Conforme informações da assessoria de imprensa da Bemis, somente Mattos ficou ferido no acidente.

A empresa divulgou uma nota durante a tarde desta sexta-feira lamentando a morte do operário. "A empresa informa que todas as providências foram e estão sendo tomadas e uma investigação sobre as causas do acidente está em andamento", destacou.

A empresa também reforçou "seu compromisso de atuar sempre com respeito e ética perante seus colaboradores e a comunidade que nos acolhe". (colaborou Paulo Henrique Monteiro, do NossoDia) 

Três morrem em colisão frontal na BR-369

Redação Bonde com PRF 

Três pessoas morreram em uma colisão frontal registrada na manhã desta sexta-feira (29) na BR-369, em Ubiratã, centro-oeste do Paraná.

As vítimas fatais, dois homens de 35 e 48 anos e uma mulher de 36, estavam em um automóvel Fiat Uno, atingido por uma caminhonete Toyota Hilux na altura do quilômetro 442 da rodovia.

Todos os ocupantes do Uno morreram no local: dois homens, de 35 e 48 anos de idade, e uma mulher, de 36 anos.

PRF/Divulgação
PRF/Divulgação


O único sobrevivente da colisão foi o motorista da Hilux, um médico veterinário de 24 anos, detido pela equipe da Polícia Rodoviária Federal (PRF) que atendeu a ocorrência.

Conforme os policiais rodoviários federais, o condutor da caminhonete, que seguia no sentido Campo Mourão, invadiu a faixa contrária em um trecho de curva e provocou a colisão contra o Uno. Ele fez o exame do bafômetro, que não apontou ingestão de álcool.

PRF/Divulgação
PRF/Divulgação

Com ferimentos leves, o motorista da Hilux foi encaminhado a um hospital de Ubiratã, onde está em observação, sob custódia policial. Após receber alta, ele responderá processo pelo triplo homicídio.

A PRF encaminhou o caso à Delegacia da Polícia Civil em Ubiratã.

Após roubar carro em Londrina, homem morre em confronto com a PM na BR-369

Suspeitos pararam o carro roubado cerca de 1,5 quilômetro antes da praça de pedágio com o objetivo de atirar contra os policiais. Um deles ainda fugiu

Guilherme Batista - Redação Bonde 

Um homem suspeito de roubar um Honda Civic no jardim Presidente, zona oeste de Londrina, durante a manhã desta sexta-feira (29), foi morto por policiais militares do Choque em confronto registrado na BR-369, em trecho localizado nas proximidades da praça de pedágio de Arapongas, Norte do Paraná, já no final da manhã.

De acordo com o porta-voz do 5.º Batalhão da Polícia Militar (BPM), capitão Ricardo Eguedis, os policiais passaram a acompanhar o veículo com alerta de roubo na saída de Londrina para Cambé. "Eles acionaram as sirenes da viatura e adotaram todos os dispositivos legais previstos, mas os criminosos continuaram trafegando pela rodovia em alta velocidade", observou em entrevista ao Bonde.

Ainda conforme o capitão, os suspeitos teriam parado o carro roubado 1,5 quilômetro antes da praça de pedágio com o objetivo de atirar contra os policiais. "Houve troca de tiros e o motorista do veículo acabou alvejado e morto. O comparsa dele conseguiu entrar no meio da mata localizada às margens da rodovia e fugir", contou Eguedis.

Suzana Giordano/Bonde Repórter
Suzana Giordano/Bonde Repórter - Movimentação não complicou o trânsito na rodovia, informou a PRF
Movimentação não complicou o trânsito na rodovia, informou a PRF


Ele garantiu, ainda, que a PM acionou o Siate para atender o suspeito ferido. No entanto, conforme o capitão, o elemento já estava morto quando os socorristas chegaram ao local da ocorrência.

Os institutos de Criminalística (IC) e Médico-Legal (IML) de Londrina também foram acionados para fazer a perícia da área do incidente, assim como a Corregedoria da Polícia Militar, que esteve no local ouvindo os policiais envolvidos no confronto.

Ricardo Eguedis contou, ainda, que a polícia apreendeu um revólver calibre 38 com o suspeito morto. "Ele teria usado a arma para cometer o roubo do carro pela manhã. A vítima contou que o elemento foi bastante violento", completou. O outro acusado de participar do assalto segue foragido. "As buscas estão sendo feitas em uma área com mata, rios e várias situações que complicam a localização do suspeito", adiantou o capitão.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Denúncia de atraso nos pagamentos pode tirar pontos do Corinthians no Campeonato Brasileiro

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Corintianos festejam gol contra a Chapecoense pela Série A (Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians)
Um jogador do Corinthians procurou o Sindicato dos Atletas de São Paulo para reclamar dos seguidos atrasos nos pagamentos dos direitos de imagem. No contato, feito por telefone, o titular de Tite reclamou que ainda tem quatro meses a receber: eram nove até alguns dias atrás - o clube conseguiu um empréstimo e abateu parte da dívida.
A fim de entender a situação, representantes do sindicato devem se reunir nos próximos dias com o atleta, que pede para não ser identificado com medo de represálias.
O encontro pode resultar na perda de pontos do Corinthians no Campeonato Brasileiro. O regulamento da edição deste ano foi alterado e permite que o sindicato denuncie atrasos salariais. A punição prevista é da retirada de três pontos por partida disputada com inadimplência. Nos anos anteriores, somente os atletas tinham autonomia para denunciar. Porém, temendo as consequências, todos se calavam.
“Depois de algum tempo negociando com a CBF, a gente conseguiu alterar o regulamento e, a partir deste ano, a denúncia também pode ser feita pelo sindicato”, confirma Rinaldo Martorelli, que preside a Fenapaf (Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol). 
O procedimento é o seguinte: o sindicato denuncia as pendências financeiras ao STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) e o clube recebe uma notificação. Em 15 dias, tem de efetuar o pagamento ou perde pontos. “A sanção será sucessiva e cumulativamente aplicada em todas as partidas da competição que venham a ser realizadas enquanto perdurar a inadimplência”, diz o artigo 18, item 3 do regulamento.
O presidente da Fenapaf orientou os presidentes dos sindicatos de cada estado a conversarem com os clubes do Campeonato Brasileiro para explicar sobre a nova regulamentação. O Corinthians divide a liderança da Série A com Goiás e Sport, após somar sete pontos em novo possíveis. No domingo, enfrenta o Palmeiras em seu estádio sem Guerrero e Sheik, liberados pela diretoria.
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Trecho do regulamento que trata sobre a perda de pontos por atraso salarial

Paciente passa por quimioterapia e descobre que não tem câncer

Justiça condenou dois laboratórios a pagar R$ 100 mil a paciente por erro no diagnóstico. Caso ocorreu em Brasília

Redação Bonde com TJ-DFT 

O juiz da 4ª Vara Cível de Brasília condenou dois laboratórios a pagar R$ 100 mil a paciente, por erro de diagnóstico de câncer. O paciente foi submetido a quimioterapia e radioterapia. Após três meses de tratamento o material foi encaminhado a outro laboratório que concluiu pela ausência de neoplasia.

O autor contou que após sentir incômodo no ouvido, foi encaminhado a um cirurgião de cabeça e pescoço. Fez dois exames, cujo diagnóstico foi de linfoma maligno. Foi submetido ao tratamento de quimioterapia e radioterapia complementar, além da ingestão de medicamentos, o que lhe provocou diversos efeitos colaterais como náuseas, tontura, fadiga e perda de apetite. Foi solicitada a realização de novo exame nos materiais coletados, diante da ausência de resultado progressivo, contudo um terceiro laboratório concluiu pela ausência de linfoma maligno.

O CIAP alegou que o diagnóstico diferencial entre linfoma e hiperplasia é difícil e, às vezes, impossível, se considerados apenas os exames histológicos e o laudo emitido está correto e foi confirmado pela imunohistoquímica. O Equipe alegou que o diagnóstico não afirmou de forma peremptória que existia um tumor maligno, que o exame imunohistoquímico se destina a qualificar o linfoma já diagnosticado por outro laboratório e que houve omissão e desídia do médico oncologista do autor.

O juiz decidiu que há elementos suficientes para o reconhecimento de que os laboratórios emitiram laudos médicos equivocados, condutas responsáveis pela submissão do autor ao tratamento com quimioterapia e radioterapia, pois o laudo pericial é conclusivo no sentido de que "não havia neoplasia antes da realização da quimioterapia". O magistrado entendeu que os laboratórios não cumpriram a contento com a sua obrigação, sendo evidente a existência de falha (defeito) nos serviços de análise de anatomia patológica e citopatológica prestados ao autor. Cabe recurso da sentença.